UnB inaugura supercomputador e planeja graduação em Inteligência Artificial para 2026

UnB inaugura supercomputador e planeja graduação em Inteligência Artificial para 2026

A Universidade de Brasília (UnB) inaugura nesta segunda-feira (15) o Laboratório Multiusuário Institucional de Inteligência Artificial e Supercomputação (LmiSUP), marcando uma nova fase de ensino e pesquisa em tecnologia de ponta.

O laboratório abriga o primeiro cluster de supercomputação com aceleradores de IA da UnB, capaz de realizar mais de um quatrilhão de operações por segundo – um poder de processamento que permite realizar tarefas que levariam semanas ou meses em computadores convencionais.

Segundo a universidade, a infraestrutura beneficiará diversas áreas, como:

  • Pesquisa farmacêutica: testes de milhares de combinações de moléculas em tempo recorde.

  • Pesquisa médica: análises complexas de imagens e dados genômicos, permitindo diagnósticos mais rápidos e personalizados.

O acesso ao laboratório será virtual, via VPN, conectando estudantes e pesquisadores ao sistema de forma remota.

Graduação em Inteligência Artificial

A UnB também está preparando um curso de graduação em Inteligência Artificial, com início previsto para 2026, no campus Darcy Ribeiro. O currículo terá quatro anos e será aberto tanto para novos alunos via vestibular, ENEM e PAS, quanto para estudantes de outras graduações, como disciplina optativa ou complementar.

Além disso, haverá aulas de letramento digital em IA para servidores, começando pelos funcionários dos decanatos, ampliando o acesso à tecnologia e aos conhecimentos sobre inteligência artificial.

Pesquisas e laboratórios já existentes

O projeto se soma a outras iniciativas da UnB na área de IA, incluindo:

  • AiLab (Laboratório de Inteligência Artificial): realiza projetos para órgãos públicos e privados e oferece estágio para acadêmicos.

  • CenIA (Centro Integrado de Pesquisa em Inteligência Artificial): reúne pesquisadores nacionais e internacionais em projetos de inovação tecnológica.

O laboratório e os cursos fazem parte de um esforço coordenado pelo vice-reitor Márcio Muniz de Farias, com apoio de diversas unidades da universidade, como o Decanato de Pesquisa e Inovação (DPI), Secretaria de Tecnologia da Informação (STI), Parque Científico e Tecnológico (PCTec), Ciberlab, Epicentor e empresas como a Intel.

O objetivo é ampliar a produção científica e tecnológica no Brasil, oferecendo infraestrutura de ponta para estudantes, pesquisadores e servidores.

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